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Mudança na Kroton não convence e grupo perde mais de R$ 1 bi na bolsa

Grupo anunciou que vai se chamar Cogna e dividir os negócios em 4 partes

A ampla reestruturação do maior grupo de educação privada do país não convenceu os investidores. A Kroton (KROT3) chegou a perder 1,3 bilhão de reais com a queda de suas ações, desde que a empresa anunciou, na tarde de ontem, que mudará de nome e o formato de sua operação. Durante evento na segunda (7), a companhia informou que será dividida em quatro braços e criará uma holding chamada Cogna Educação.

Como parte da mudança, as ações da Cogna passarão a operar na B3 sob o código “COGN3” a partir de 11 de outubro.

Por volta das 14h30, os papéis ordinários (ON) da Kroton recuavam 3,33%, negociados a 10,44 reais cada. Considerando o pregão de ontem, a ação acumulou uma desvalorização de 5,8%. No ano, contudo, ainda avançava ao redor de 18,19%.

Apesar da reação negativa na bolsa, analistas da Guide Investimentos previram um impacto positivo da mudança para o grupo. “A reestruturação da companhia concede maior autonomia nos segmentos de atuação, proporcionando condições para melhor aproveitar as oportunidades do setor”, escreveram em relatório.

Fatiamento e novo nome

Conforme noticiado mais cedo, a nova holding servirá para supervisionar quatro empresas focadas no ensino superior e no ensino fundamental e médio. Até então, o grupo inteiro tinha o nome de Kroton e a empresa era dividida em dois braços, o de educação superior e educação básica. Agora, cada uma as quatro divisões será uma nova empresa.

As empresas serão a Kroton,com o mesmo nome e foco em ensino superior; a Saber, que inclui línguas e as escolas de ensino básico das quais a Kroton é dona; a Vasta Educação, que vai oferecer serviços de gestão para as escolas e material didático; e a Platos, criada para oferecer serviços de gestão para o ensino superior. O grupo terá ainda um braço de investimento em startups, a Cogna Venture.

A mudança, que começa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2020, faz a Kroton ampliar seu espectro de serviços para empresas, o chamado B2B (business to business, ou negócio para negócio). A empresa, famosa pelas faculdades privadas como a Anhanguera, até então tinha serviços majoritariamente voltados aos estudantes.

Recentemente, seu maior concorrente, o grupo de ensino carioca Estácio, foi rebatizado de Yduqs em um mudança estratégica anunciada em julho. No novo reposicionamento, a companhia decidiu manter os nomes e identidades das empresas adquiridas, em um movimento de maior agressividade comercial. Três anos antes, o Cade, o conselho de defesa da concorrência, barrou uma tentativa de união entre os dois maiores grupos educacionais do país, Kroton e Estácio.

 

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