Dólar cai a R$3,30, sobe no mês, mas ainda recua em 2018

4 dicas sobre bitcoins que você precisa saber
29 de março de 2018
Receita recebeu quase 6,5 mi de declarações do IR em quase um mês
29 de março de 2018
Exibir tudo

Dólar cai a R$3,30, sobe no mês, mas ainda recua em 2018

O dólar recuou 0,93 por cento, a 3,3001 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 0,58 por cento

São Paulo – O dólar terminou a quinta-feira em queda na casa de 3,30 reais, com fluxo de venda influenciando na trajetória da moeda norte-americana após a formação da taxa Ptax de final de mês e se sobrepondo à cautela antes do final de semana prolongado de Páscoa.

O dólar recuou 0,93 por cento, a 3,3001 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 0,58 por cento. Foi a primeira queda semanal após uma sequência de cinco altas.

Pelo segundo mês seguido, terminou em elevação, de 1,77 por cento, mas ainda acumula queda no ano, de 0,43 por cento. O dólar futuro tinha baixa de 0,14 por cento.

“O dólar começou a se acomodar após um período de alta volatilidade”, comentou um profissional de mesa de câmbio ao citar também ingresso de recursos nesta tarde e o exterior mais tranquilo para justificarem o recuo da moeda nesta quinta-feira.

Depois de um mês de março turbulento em meio a grandes preocupações sobre uma possível guerra comercial após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter aplicado tarifas de importação para aço e alumínio e também em até 60 bilhões de dólares em exportações chinesas, a expectativa é de que abril não tenha um início muito fácil.

Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá.

“Se o STF não afastar o habeas corpus ou se prorrogar a decisão, o mercado deve azedar o humor”, considerou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Diante dessa preocupação já no início do mês, é possível que o Banco Central sinalize logo a intenção de fazer leilões para rolagem integral de swaps cambiais tradicionais –equivalente à venda futura de dólar— de maio, que somam 2,565 bilhões de dólares.

“A chance de tirar o swap é zero, por ora”, destacou o diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro.

Os dados sobre a economia norte-americana também continuam sendo observados com muita atenção. Depois de subir os juros dos Estados Unidos pela primeira vez este ano, o Federal Reserve indicou na semana passada, que deve promover mais duas elevações em 2018. Mas se a economia ganhar ainda mais tração e a inflação se encaminhar para a meta, podem crescer as apostas de um aperto adicional nos juros neste ano.

“E com o juro caindo no Brasil, o diferencial de juros fica menor, o que pode afastar o investidor a depender da aversão ao risco para os emergentes”, acrescentou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Nesta sexta-feira, o BC fez leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, no qual aceitou uma oferta, que levou o lote total de 2 bilhões de dólares.

Os investidores passaram o dia monitorando o exterior, uma vez que ainda não foi esvaziada completamente a preocupação com eventual guerra comercial global impulsionada pelos Estados Unidos e pela China.

Lá fora, o dólar operava estável ante a cesta de moedas, após saltar na sessão exterior, mas operadores disseram que a perspectiva para a moeda norte-americana permanecia negativa, conforme se dirigia para seu quarto trimestre consecutivo de perdas.

O dólar também cedia ante algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano.

Fonte

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.