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Bolsas de NY sobem, com perspectiva positiva para a economia dos EUA

Mesmo diante de um resultado moderado do PIB americano no primeiro trimestre, investidores se animaram com a aceleração da atividade industrial no país

São Paulo – Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 30, com forte avanço, à medida que os investidores continuaram monitorando a geopolítica global, mas mantiveram o otimismo com a economia dos Estados Unidos, como indicado por dados da atividade americana e pelo Livro Bege, sumário de opiniões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre as condições econômicas no país.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,26%, aos 24.667,78 pontos; o S&P 500 subiu 1,27%, aos 2.724,01 pontos e o Nasdaq avançou 0,89%, aos 7.642,45 pontos.

A economia se expandiu moderadamente em solo americano, de acordo com o Livro Bege. O grande destaque do documento, no entanto, foi a atividade industrial dos EUA, que avança a um ritmo mais alto, com mais da metade dos distritos do Fed relatando uma aceleração desse setor e um terço classificando a indústria como “forte”. Nesse sentido, o Livro Bege veio em linha com indicadores divulgados pelas distritais do Fed recentemente. Nas últimas semanas, os índices de atividade elaborados pelas unidades de Nova York, Filadélfia, Chicago, Richmond, Dallas e Kansas City mostraram resultados acima do esperado por analistas. Nesse sentido, não foi surpreendente o avanço de 1,25% do subíndice industrial do S&P 500. Entre os papéis, destacaram-se a Boeing (+1,62%), a 3M (+1,50%) e a Caterpillar (+1,20%).

Para a consultoria Continuum Economics, o Livro Bege foi “notavelmente mais otimista em relação à indústria, ao indicar uma velocidade maior na maioria dos distritos. Isso sugere que as pressões de preços estão vindo de outras fontes além dos salários, com relatos de aumento dos custos de materiais se tornando mais comuns”. A indicação do documento de que o aumento dos salários continuou modesto na maioria dos distritos do Fed manteve o otimismo nos mercados acionários, à medida que os investidores mantêm a confiança de que as altas de juros do banco central dos EUA continuaram no curso gradual implementado desde dezembro de 2015.

Por sua vez, o subíndice de energia do S&P 500 apresentou o maior avanço diário desde abril, ao saltar 3,11%, apoiado pelos preços mais elevados do petróleo. Relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode continuar com os cortes na oferta da commodity apoiaram os preços do óleo, o que acarretou no avanço das ações de energia. O papel da Chevron fechou em alta de 3,11% e o da ExxonMobil avançou 3,93%.

Ações de bancos também apresentaram ganhos após a diretoria do Fed aprovar, por unanimidade, uma proposta conhecida como Regra Volcker 2.0, que relaxa as exigências para todos os bancos e dá mais alívio a instituições com mesas de operação modestas. “A proposta representa nosso melhor esforço para simplificar e ajustar a regra Volcker”, afirmou o vice-presidente para supervisão do Fed, Randal Quarles. O JPMorgan subiu 2,28%, o Wells Fargo ganhou 2,42% e o Morgan Stanley avançou 2,02%.

No cenário global, Itália foi quem norteou os negócios. O euro e as bolsas europeias apresentaram ganhos motivados por relatos de que o populista Movimento 5 Estrelas (M5S) abdicou de indicar o eurocético Paolo Savona como ministro de Economia e Finanças. Nesse sentido, cresceu a possibilidade de que a Itália não apresente riscos como a saída da zona do euro ou da União Europeia.

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